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Por não ter registro das marca, a Wise Up quase não existiu

Por Giordano Bruno ·

Por não ter registro das marca, a Wise Up quase não existiu

Você acha que ter um CNPJ ativo e o "@" do Instagram garante a posse do seu nome? Flávio Augusto pensava a mesma coisa – até receber **uma notificação judicial que o obrigou a jogar todo o seu material no lixo**. Entenda o erro e proteja seu império.

Errar faz parte do jogo empreendedor, mas alguns erros custam muito mais caro do que outros. Antes de se tornar um bilionário e uma das maiores referências em negócios no Brasil, Flávio Augusto cometeu um deslize clássico que quase custou o futuro da sua recém-criada escola de inglês.

Ainda bem jovem, Flávio fundou a escola e escolheu um nome forte: Winners (Vencedores). Como um bom empreendedor iniciante, ele foi até a Junta Comercial, abriu o CNPJ e registrou o nome fantasia. Na cabeça dele, estava tudo protegido. O negócio começou a rodar, materiais foram impressos e a marca começou a ganhar tração.

Até que uma carta chegou.

A notificação judicial era clara: o nome "Winners" já pertencia a outra pessoa. O verdadeiro dono não era quem tinha o CNPJ, mas sim quem possuía o registro federal concedido pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). A Lei da Propriedade Industrial (Lei 9.279/96) no Brasil é taxativa: a propriedade de uma marca só é garantida a quem obtém o registro oficial no INPI, independentemente de você ter o domínio de internet ou o registro na Junta Comercial.

O preço da desinformação

Flávio foi obrigado a parar de usar o nome imediatamente. O impacto financeiro? Em um momento em que a empresa contava os centavos, ele teve que jogar fora todo o material impresso, panfletos, canecas e uniformes. Para tentar salvar pelo menos o design do logotipo, a equipe decidiu que o novo nome precisaria começar com a letra "W". Foi assim, após um brainstorming de emergência, que o nome "Winners" morreu e nasceu a Wise Up.

Ele teve sorte de conseguir pivotar. Hoje, se isso acontece no mercado digital, o estrago seria na sua audiência.

O que isso significa para a Creator Economy?

O caso "Winners vs. Wise Up" é a prova de que ser gigante (ou ter potencial para isso) não te isenta das regras do jogo. Pelo contrário: quanto mais você cresce, mais visível você fica para os verdadeiros donos das marcas ou, pior, para os "piratas de registro" que roubam nomes de infoprodutos em ascensão.

Se o nome do seu curso, da sua mentoria ou o seu próprio "@" não estão registrados no INPI, você é apenas um inquilino digital. Se o dono bater à porta amanhã, o Instagram derruba o seu perfil e a Hotmart trava as suas vendas. E, diferentemente do Flávio Augusto, mudar de nome no meio de um lançamento digital hoje significa perder milhões em tráfego e autoridade.

Não deixe o seu patrimônio à mercê da sorte. O registro de marca é o alicerce onde o seu império digital precisa ser construído.

Fontes utilizadas: Lei da Propriedade Industrial (LPI) - Lei nº 9.279/96, Art. 129.*

Entrevistas e relatos públicos de Flávio Augusto sobre a fundação da Wise Up e o caso "Winners" (via portais especializados em negócios e marcas, como Consolide e MF Marcas).

Sobre o autor: Giordano Bruno, mais conhecido como "O Blindador" é fundador da Blinda. Com expertise que une Direito Digital e Inteligência Artificial, sua missão é garantir que criadores de conteúdo e negócios digitais sejam donos de seus impérios. A Blinda une estratégia de elite com tecnologia de varredura ativa de sua marca.

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Tags: marca